Se sentir confusa uma vez ou outra tudo bem... Mas o tempo todo não é bom. Ter um amigo imaginário para contar teus problemas é legal, mas ter só ele é loucura.Acho que me perdi – ou perdi aquilo que mede as porções da vida. Já não sei se o problema foi falta ou excesso de carinho. Se lhe falei demais ou, na tentativa de evitar maiores problemas, permaneci em silêncio – e acabei por desconsiderar que, assim fazendo, os problemas tornavam-se ainda maiores. Tenho fases e elas me confundem, perco a cabeça por ora, mas logo volto ao normal (ou não). Isso me faz perder objetivos, pessoas se afastam, sentem medo, ou talvez apenas não suportam tamanha confusão. Por ora penso em desistir de consertar, mas depois de um tempo percebo que não é fugindo que vou ficar em paz... Então começo a (tentar) mostrar de forma agradável o que sinto e o que penso, tentando não assustar, não machucar. Como em praticamente todas as minhas tentativas... Eu falho! Já não acho isso tão ruim, já não me crucifico tanto. Mas realmente me importo com tudo que todos pensam, tem vezes que não demonstro (geralmente todas). Mas me importo e é por esses objetivos e pensamentos que eu vou vivendo. Vou fazendo e construindo a minha vida e a de todos ao meu redor. As vezes acho que vivo em um mundo imaginário, um cenário que as vezes eu saio, outras vezes eu entro. Onde tudo sempre pode mudar... "E quando se pode achar, que nada vai mudar, vida brinca de teatro". Chegando nas (malditas) fases! Pode ser que esteja no ar, de repente quero fugir, correr, me esconder, chutar o balde, ficar sozinha, gritar, brigar, bater, rir, sorrir, abraçar, beijar, morder, dançar, pular,,, Ahhh eu gosto de tudo isso.. E de súbito tudo volta ao normal... Fico outra vez calma e "harmonioza".. E tudo recomeça! As pessoas não entendendo, se machucando e me machucando...
No fim... acabo percebendo que a culpa não é delas, nem minha.. Realmente a culpa é do tempo!...